Chegada · leitura do território
Primeira semana. Caminhadas pela área, conversa com moradores, mapa da fauna, mapa das nascentes, mapa das pinturas rupestres. Você não começa a produzir — começa a olhar. O caderno se enche antes da tela.

Templo Merkaba · Iramaia · Chapada Diamantina
Você não vem aqui pra fugir do mundo. Vem porque encontrou uma porta no mundo que estava fechada — e essa porta agora está aberta. Pintura, escultura, instalação, performance, escrita, pesquisa visual: o suporte é livre. O que se exige é presença. O território paga o resto.
A residência artística do Instituto Torus é uma janela rara: estrutura física generosa (ateliê coberto, hospedagem, alimentação), comunidade de pesquisadores, território com 50 hectares de Chapada e sítios arqueológicos com pinturas rupestres milenares. Você atravessa o mês com tudo isso à disposição — e devolve uma obra.
A residência tem desenho frouxo — espaço pra você se perder e se achar. Mas há um ritmo subjacente que se repete em cada edição: chegada, pesquisa, criação, abertura. Quatro tempos, um arco.
Primeira semana. Caminhadas pela área, conversa com moradores, mapa da fauna, mapa das nascentes, mapa das pinturas rupestres. Você não começa a produzir — começa a olhar. O caderno se enche antes da tela.
Segunda semana. Visitas conduzidas por arqueólogos e moradores aos sítios mais importantes — pinturas rupestres datadas, formações geológicas, pontos de água sagrados. Cada saída é também conversa: ancestralidade, memória da terra, materiais possíveis.
Terceira semana. Mãos no trabalho. Ateliê aberto, materiais à disposição, encontros semanais entre artistas pra crítica horizontal. O curador acompanha quando solicitado, recua quando o trabalho pede silêncio. Algumas peças nascem rápido. Outras se reescrevem várias vezes.
Quarta semana. O Templo Merkaba se abre pro público local, comunidade Torus, parceiros e familiares. Cada artista monta sua peça em diálogo com o espaço. Cerimônia de abertura, partilha de processos, convivência prolongada. A obra fica em exposição por um mês após o fim da residência.

A 30 minutos a pé do ateliê, paredões com pinturas datadas em mais de cinco mil anos. Antes de qualquer movimento de arte contemporânea, isso aqui já era território de linguagem visual. Os primeiros gestos pictóricos da humanidade aconteceram em paredes parecidas com estas.
Visitas guiadas com arqueólogos parceiros do Instituto. Você não copia — você dialoga. Os pigmentos minerais que viraram tinta há cinco mil anos ainda estão no chão, ao seu alcance. A continuidade é o método.
Residência all-inclusive — você traz só o projeto e o material específico que cada obra exige. O resto é estrutura.
Conta pra Iara qual é seu projeto, em que momento de carreira você está, e se há datas específicas que funcionam pra você. Ela conecta com o curador e responde com critérios da próxima chamada, valores e cronograma de seleção.
Falar com Iara no WhatsApp— Comunidade Torus
Iramaia · Chapada Diamantina · desde 2018